sábado, 8 de junho de 2013

Poxa Taylor Swift!

“Poxa Taylor Swift!” foi a primeira coisa que pensei ao ouvir a última frase da “ponte” de Sparks Fly.
Assim que ouvi a primeira nota da música me apaixonei e, para garantir que não haveria nenhum erro de tradição da minha parte por causa de um inglês meia-boca, comecei a acompanhar a letra e tradução em um site de músicas, ficando encantada a cada verso.
Estava tudo indo muito bem e eu estava quase empolgada a ponto de começar a improvisar e soltar a voz (grata pela privacidade do meu quarto) quando algo me veio como um balde de água fria:
“I’m captivated by you baby like a fireworks show”
(Estou cativada por você, amor, como um show de fogos de artifício).
Lembro de ter tirado os fones e encarado a tela do computador pensando “Isso é sério?” e, depois de ler, reler/ouvir, reouvir várias vezes e finalmente constatar que aquilo estava certo, o máximo que pude fazer foi dar de ombros e passar para a próxima música.
Naquela época eu não era uma fanática pela Taylor, mas gostava bastante das músicas e, depois de ouvir melodias e letras lindas como Love Story, Mine, You Belong With me e até mesmo o próprio “começo” de Sparks Fly, essa única linha me decepcionou e me deixou pensando se Taylor era realmente uma excelente compositora que cometeu um deslize ou se seria bom eu me habituar á “cortes” como aqueles nas músicas.
Quer dizer, á primeira vista, ou melhor ouvida, parece lindo mas, ai você pensa “Quem vai querer ser comparado á fogos de artifícios?!” ainda “Sabe, seria até fofo se meu namorado me dissesse isso, mas, nem é tão romântico, é?”
E, juro, até cheguei a dizer que preferiria declarações de amor cafona e clichês como: “Você é o ar que eu respiro” ou “Eu morreria se você me deixasse” do que fogos de artifício, francamente.
Mas, mesmo com toda essa, digamos, rejeição ao pobre verso, algo me dizia que eu iria entender a metáfora de aquilo, de algum modo, talvez até mesmo como eu finalmente entendera a letra bobinha de Today Was a Fairytale, alguns dias atrás.
Passa dia, passa hora e, quando dei por mim, já estava fora do carro dos meus pais, no último dia do ano, contando segundos para ver a tão esperada queima de fogos.
Apesar de passar um ou dois dias com aquele verso martelando na cabeça, naquele momento, naquela virada do ano, a loirinha do country nem me passara pela mente, pelo menos não até os primeiros fogos estourarem.
E foi ali sob o clarão provocado por aquela explosão, em pé, do lado de fora do carro, que finalmente eu pude entender.
Quando vi a letra, eu ficara quase indignada até por pensar que o amor era muito era muito mais do que a mera menção de faíscas brilhantes no céu. Mas, ao ver o tal show de fogos de artifício e me concentrar na metáfora que a cantora usara, percebi que ela estava coberta de razão: eu não podia tirar os olhos do céu, estava cativada.
Quase como o quão maravilhada você fica ao ver sua “paixão” chegando ao lugar que você está, quando seu coração dispara e suas mãos suam enquanto você tenta saber o que fazer. Quase, ou até mais mágico do que aqueles segundos em câmera lenta parecem ser, quando seus olhos se encontram por um instante que parece infinito.
Você não pode parar de olhar e, só por necessidade extrema piscar, pois você está cativada, tomada pelo momento, a visão e a sensação e tão inebriada que, nem se quisesse (e é óbvio que não quer) poderia desviar sua atenção.
Percebi que, assim como o amor, um simples show de fogos de artifício pode te deixar sem fôlego e estática, paralisada pela magia de tudo.
E, mais do que isso, percebi que aquela poderia, ou melhor, era a descrição perfeita para o que acontecia depois de você tocar pela primeira vez os lábios da pessoa amada: quando você enfim abre os olhos, nada mais existe além de quem está bem na sua frente, perto o suficiente para você tocar e desejar que não seja capaz de ver seus pensamentos porque o que você está pensando é: “Estou cativada por você, amor, como um show de fogos de artifício”.
E, da próxima vez que isso acontecer, se você se lembrar, é claro, preste bem atenção á atmosfera ao seu redor porque, eu tenho certeza de que você vai ver faíscas voando, com ou sem sorriso, simplesmente por estar lá.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

E quando menos se espera a inspiração bate...

Consegui, não sei como, escrever algo razoavelmente decente faltando apenas 2 minutos para que o dia de hoje chegasse... Estranho, mas aproveitemos.


Quando me pego a refletir em meus devaneios sem fim
A alma inquieta se remexe sem demora
Revelando sonhos e pensamentos e possibilidades
Todos infinitos, do passado, do futuro e do agora
Vindo em direção á mim
Cada qual com suas verdades

As vidas seguem seu fluxo ao meu redor
E este ciclo vicioso não consigo entender
Me encanto, me perturbo, me misturo
Enquanto tudo vem de encontro ao meu ser

Eu sinto, eu penso, eu falo, eu escuto,
Mas quase sou engolida pelo próprio mundo

Posso sonhar, posso agir, posso criar
E mesmo assim nada muda.
Passa mas não muda.
Tudo sempre no mesmo lugar

E quando estou quase no limite, faço um clamor:
Ouça minha alma,
Enxergue minha essência,
Revele o meu ser,
Para que eu enfim me liberte
Ó meu querido criador!

domingo, 19 de maio de 2013

Velhos fins para novos começos


Dizem que você não percebe o quanto algo é realmente importante para você até que você perca esta coisa. E, honestamente, as pessoas não fazem ideia do quanto este ditado é verdadeiro.
Aos dezesseis anos, uma idade em que os jovens geralmente não pensam em nada além de namoros, status, festas e curtição, estou experimentando na própria pele essa realidade. Quer dizer, estou começando a experimentar antecipadamente, mas isso provavelmente vai ser até melhor para que eu não sofra o impacto todo de uma vez quando a perda realmente acontecer.
Nas últimas semanas, apesar de, de certo modo, ainda ter a mesma rotina chata, estou tendo oportunidades maravilhosas que eu não pensei que fossem mudar meu ponto de vista desse jeito, mas isso só prova o quanto nosso destino e principalmente nós mesmo somos imprevisíveis.
Estando no último ano do ensino médio, com a formatura batendo á porta, é natural que o tema sobre faculdade e escolha do curso superior venha á tona com mais frequência do que nunca, mas, para mim, não é apenas disso que se trata, pois, através das costumeiras viagens de turma para feiras de profissões, palestras e orientação vocacional, cada vez mais a “ficha cai” e me faz perceber que isso está acabando. Não apenas pela escola, mas por tudo o mais que isso engloba o que se resume á minha própria vida.
Por morar em uma cidade pequena do interior, onde todos se conhecem e coisa e tal, não é de se surpreender que eu diga que a escola representa minha vida toda. Eu cresci com essas pessoas durante todos esses anos, sempre os mesmo rostos, por tanto tempo que eu sou capaz de dizer nome e sobrenome e até alguns costumes de uns e de outros. E agora, no último ano, apesar de realmente estar contente por finalmente terminar, eu percebo que a vida que eu conheci, o “mundinho” que havia sido construído ao redor disso vai acabar e se desmoronar num piscar de olhos, depois de mais de dez anos existindo e sendo aprimorado.
E a cada visita á uma nova faculdade e universidade, a cada oportunidade que é me dada para pensar sobre o meu futuro, minha mente insiste em se preocupar com o passado que significou tanto e o presente que está prestes á ser deixado para trás.
Eu sei que que ás vezes teremos que abrir mão de algumas coisas, sei também que perdas ou mudanças são necessárias para que não vivamos num ciclo vicioso de tédio e que na vida pessoas vem e pessoas vão.  Eu só queria manter algumas delas comigo por mais um tempo. Um tempo de preferência longo. Porque, por mais que eu saiba que há novos e maiores horizontes que esperam por mim á frente, por mais que eu saiba que é o que eu quero, que eu sou alguém que pertence ao mundo e, deste modo, alguém que tem o direito (e a vontade) de andar por ele e conhece-lo, aproveitando tudo o que posso, uma parte de mim sempre vai pertencer á pequena cidadezinha do interior.
Não, eu não pretendo me render á estúpida concepção social de aceitação dos “fatos” que me foram impostos, mas foi aqui, entre canaviais, á beira da estrada, que eu nasci e fui criada. Aqui eu fui educada. Aqui foi onde eu primeiro fui eu. Por isso, por mais que eu mude, cresça e me afaste, uma parte do meu ser vai sempre ser a garotinha do interior, e eu me orgulho disso. Me orgulho ao ponto de sentir um aperto no peito toda vez que lembro que tudo isso está por um fio e vai embora.
Por outro lado, sei que há novas pessoas á se conhecer, novos lugares á se visitar e novos momentos tão fantásticos e surpreendentes quanto (talvez até mais) os que já vivi me esperando logo á frente e, por esse lado, o preço de ter de deixar tudo para trás não parece totalmente injusto.
Sei que, assim que jogar meu capelo para cima, comemorando a formatura, estarei sozinha, por minha conta e risco, longe de tudo o que já conheci e experimentei. E isso é minah decisão e também o melhor para mim.
Mas também sei que, sempre, não importa onde, vou carregar algo bom e reconfortante desta parte da minha história e espero, sinceramente, que eu possa olhar para trás e, mesmo com uma saudade insistente, ficar feliz por essas memórias ao mesmo tempo em que serei grata á Deus por seus planos maiores realizados para mim.

sábado, 18 de maio de 2013

Let's get it started

Meus pensamentos começaram a  fazer pressão de mais dentro da minha mente... E embora eu tenha os colocado no papel, pareceu-me que não foi o suficiente para em acalmar, porque, mais do que conseguir compreender á mim mesma e expressar minhas ideias, também quero ser ouvida e levada em conta.

E por isso passarei a postar aqui meus pensamentos enquanto vivo assim, no limite.
No limite dos sonhos...