Quando me pego a refletir em meus
devaneios sem fim
A alma inquieta se remexe sem
demora
Revelando sonhos e pensamentos e
possibilidades
Todos infinitos, do passado, do
futuro e do agora
Vindo em direção á mim
Cada qual com suas verdades
As vidas seguem seu fluxo ao meu
redor
E este ciclo vicioso não consigo
entender
Me encanto, me perturbo, me
misturo
Enquanto tudo vem de encontro ao
meu ser
Eu sinto, eu penso, eu falo, eu
escuto,
Mas quase sou engolida pelo
próprio mundo
Posso sonhar, posso agir, posso
criar
E mesmo assim nada muda.
Passa mas não muda.
Tudo sempre no mesmo lugar
E quando estou quase no limite,
faço um clamor:
Ouça minha alma,
Enxergue minha essência,
Revele o meu ser,
Para que eu enfim me liberte
Ó meu querido criador!
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