Dizem que você não percebe o
quanto algo é realmente importante para você até que você perca esta coisa. E,
honestamente, as pessoas não fazem ideia do quanto este ditado é verdadeiro.
Aos dezesseis anos, uma idade em
que os jovens geralmente não pensam em nada além de namoros, status, festas e
curtição, estou experimentando na própria pele essa realidade. Quer dizer,
estou começando a experimentar antecipadamente, mas isso provavelmente vai ser
até melhor para que eu não sofra o impacto todo de uma vez quando a perda
realmente acontecer.
Nas últimas semanas, apesar de,
de certo modo, ainda ter a mesma rotina chata, estou tendo oportunidades
maravilhosas que eu não pensei que fossem mudar meu ponto de vista desse jeito,
mas isso só prova o quanto nosso destino e principalmente nós mesmo somos
imprevisíveis.
Estando no último ano do ensino
médio, com a formatura batendo á porta, é natural que o tema sobre faculdade e
escolha do curso superior venha á tona com mais frequência do que nunca, mas,
para mim, não é apenas disso que se trata, pois, através das costumeiras
viagens de turma para feiras de profissões, palestras e orientação vocacional,
cada vez mais a “ficha cai” e me faz perceber que isso está acabando. Não
apenas pela escola, mas por tudo o mais que isso engloba o que se resume á
minha própria vida.
Por morar em uma cidade pequena
do interior, onde todos se conhecem e coisa e tal, não é de se surpreender que
eu diga que a escola representa minha vida toda. Eu cresci com essas pessoas
durante todos esses anos, sempre os mesmo rostos, por tanto tempo que eu sou
capaz de dizer nome e sobrenome e até alguns costumes de uns e de outros. E
agora, no último ano, apesar de realmente estar contente por finalmente
terminar, eu percebo que a vida que eu conheci, o “mundinho” que havia sido
construído ao redor disso vai acabar e se desmoronar num piscar de olhos,
depois de mais de dez anos existindo e sendo aprimorado.
E a cada visita á uma nova faculdade
e universidade, a cada oportunidade que é me dada para pensar sobre o meu
futuro, minha mente insiste em se preocupar com o passado que significou tanto
e o presente que está prestes á ser deixado para trás.
Eu sei que que ás vezes teremos
que abrir mão de algumas coisas, sei também que perdas ou mudanças são
necessárias para que não vivamos num ciclo vicioso de tédio e que na vida
pessoas vem e pessoas vão. Eu só queria
manter algumas delas comigo por mais um tempo. Um tempo de preferência longo.
Porque, por mais que eu saiba que há novos e maiores horizontes que esperam por
mim á frente, por mais que eu saiba que é o que eu quero, que eu sou alguém que
pertence ao mundo e, deste modo, alguém que tem o direito (e a vontade) de
andar por ele e conhece-lo, aproveitando tudo o que posso, uma parte de mim
sempre vai pertencer á pequena cidadezinha do interior.
Não, eu não pretendo me render á
estúpida concepção social de aceitação dos “fatos” que me foram impostos, mas
foi aqui, entre canaviais, á beira da estrada, que eu nasci e fui criada. Aqui
eu fui educada. Aqui foi onde eu primeiro fui eu. Por isso, por mais que eu
mude, cresça e me afaste, uma parte do meu ser vai sempre ser a garotinha do
interior, e eu me orgulho disso. Me orgulho ao ponto de sentir um aperto no
peito toda vez que lembro que tudo isso está por um fio e vai embora.
Por outro lado, sei que há novas
pessoas á se conhecer, novos lugares á se visitar e novos momentos tão
fantásticos e surpreendentes quanto (talvez até mais) os que já vivi me
esperando logo á frente e, por esse lado, o preço de ter de deixar tudo para
trás não parece totalmente injusto.
Sei que, assim que jogar meu capelo
para cima, comemorando a formatura, estarei sozinha, por minha conta e risco,
longe de tudo o que já conheci e experimentei. E isso é minah decisão e também
o melhor para mim.
Mas também sei que, sempre, não
importa onde, vou carregar algo bom e reconfortante desta parte da minha
história e espero, sinceramente, que eu possa olhar para trás e, mesmo com uma
saudade insistente, ficar feliz por essas memórias ao mesmo tempo em que serei
grata á Deus por seus planos maiores realizados para mim.
É, temos que estar preparados para que isso aconteça. As vezes essas coisas que estão acontecendo com você, pode estar ou já aconteceu com outra pessoa que realmente se importe com uma mudança na vida. Se formos reclamar toda vez que algo da errado ou que não conseguimos fazer algo, nada vai dar certo mesmo.
ResponderExcluirEsse texto serve como uma reflexão para as outras pessoas, eu espero, que vejam que as coisas estão mudando e que se não seguimos o ritmo que elas andam, ficaremos para trás.
Escolher uma faculdade, é algo que deve ser pensando detalhadamente. Algumas pessoas já tem em mente o que quer fazer, mas outras tem suas dúvidas, e isso é algo normal pois a faculdade, é a base para seguirmos um futuro melhor e se escolhermos algo de errado, acabamos nos prejudicamos.
Por isso vamos viver cada coisa no seu tempo, mas sempre com um olhar no futuro, para não ficarmos perdidos num mundo atualizado.