segunda-feira, 20 de maio de 2013

E quando menos se espera a inspiração bate...

Consegui, não sei como, escrever algo razoavelmente decente faltando apenas 2 minutos para que o dia de hoje chegasse... Estranho, mas aproveitemos.


Quando me pego a refletir em meus devaneios sem fim
A alma inquieta se remexe sem demora
Revelando sonhos e pensamentos e possibilidades
Todos infinitos, do passado, do futuro e do agora
Vindo em direção á mim
Cada qual com suas verdades

As vidas seguem seu fluxo ao meu redor
E este ciclo vicioso não consigo entender
Me encanto, me perturbo, me misturo
Enquanto tudo vem de encontro ao meu ser

Eu sinto, eu penso, eu falo, eu escuto,
Mas quase sou engolida pelo próprio mundo

Posso sonhar, posso agir, posso criar
E mesmo assim nada muda.
Passa mas não muda.
Tudo sempre no mesmo lugar

E quando estou quase no limite, faço um clamor:
Ouça minha alma,
Enxergue minha essência,
Revele o meu ser,
Para que eu enfim me liberte
Ó meu querido criador!

domingo, 19 de maio de 2013

Velhos fins para novos começos


Dizem que você não percebe o quanto algo é realmente importante para você até que você perca esta coisa. E, honestamente, as pessoas não fazem ideia do quanto este ditado é verdadeiro.
Aos dezesseis anos, uma idade em que os jovens geralmente não pensam em nada além de namoros, status, festas e curtição, estou experimentando na própria pele essa realidade. Quer dizer, estou começando a experimentar antecipadamente, mas isso provavelmente vai ser até melhor para que eu não sofra o impacto todo de uma vez quando a perda realmente acontecer.
Nas últimas semanas, apesar de, de certo modo, ainda ter a mesma rotina chata, estou tendo oportunidades maravilhosas que eu não pensei que fossem mudar meu ponto de vista desse jeito, mas isso só prova o quanto nosso destino e principalmente nós mesmo somos imprevisíveis.
Estando no último ano do ensino médio, com a formatura batendo á porta, é natural que o tema sobre faculdade e escolha do curso superior venha á tona com mais frequência do que nunca, mas, para mim, não é apenas disso que se trata, pois, através das costumeiras viagens de turma para feiras de profissões, palestras e orientação vocacional, cada vez mais a “ficha cai” e me faz perceber que isso está acabando. Não apenas pela escola, mas por tudo o mais que isso engloba o que se resume á minha própria vida.
Por morar em uma cidade pequena do interior, onde todos se conhecem e coisa e tal, não é de se surpreender que eu diga que a escola representa minha vida toda. Eu cresci com essas pessoas durante todos esses anos, sempre os mesmo rostos, por tanto tempo que eu sou capaz de dizer nome e sobrenome e até alguns costumes de uns e de outros. E agora, no último ano, apesar de realmente estar contente por finalmente terminar, eu percebo que a vida que eu conheci, o “mundinho” que havia sido construído ao redor disso vai acabar e se desmoronar num piscar de olhos, depois de mais de dez anos existindo e sendo aprimorado.
E a cada visita á uma nova faculdade e universidade, a cada oportunidade que é me dada para pensar sobre o meu futuro, minha mente insiste em se preocupar com o passado que significou tanto e o presente que está prestes á ser deixado para trás.
Eu sei que que ás vezes teremos que abrir mão de algumas coisas, sei também que perdas ou mudanças são necessárias para que não vivamos num ciclo vicioso de tédio e que na vida pessoas vem e pessoas vão.  Eu só queria manter algumas delas comigo por mais um tempo. Um tempo de preferência longo. Porque, por mais que eu saiba que há novos e maiores horizontes que esperam por mim á frente, por mais que eu saiba que é o que eu quero, que eu sou alguém que pertence ao mundo e, deste modo, alguém que tem o direito (e a vontade) de andar por ele e conhece-lo, aproveitando tudo o que posso, uma parte de mim sempre vai pertencer á pequena cidadezinha do interior.
Não, eu não pretendo me render á estúpida concepção social de aceitação dos “fatos” que me foram impostos, mas foi aqui, entre canaviais, á beira da estrada, que eu nasci e fui criada. Aqui eu fui educada. Aqui foi onde eu primeiro fui eu. Por isso, por mais que eu mude, cresça e me afaste, uma parte do meu ser vai sempre ser a garotinha do interior, e eu me orgulho disso. Me orgulho ao ponto de sentir um aperto no peito toda vez que lembro que tudo isso está por um fio e vai embora.
Por outro lado, sei que há novas pessoas á se conhecer, novos lugares á se visitar e novos momentos tão fantásticos e surpreendentes quanto (talvez até mais) os que já vivi me esperando logo á frente e, por esse lado, o preço de ter de deixar tudo para trás não parece totalmente injusto.
Sei que, assim que jogar meu capelo para cima, comemorando a formatura, estarei sozinha, por minha conta e risco, longe de tudo o que já conheci e experimentei. E isso é minah decisão e também o melhor para mim.
Mas também sei que, sempre, não importa onde, vou carregar algo bom e reconfortante desta parte da minha história e espero, sinceramente, que eu possa olhar para trás e, mesmo com uma saudade insistente, ficar feliz por essas memórias ao mesmo tempo em que serei grata á Deus por seus planos maiores realizados para mim.

sábado, 18 de maio de 2013

Let's get it started

Meus pensamentos começaram a  fazer pressão de mais dentro da minha mente... E embora eu tenha os colocado no papel, pareceu-me que não foi o suficiente para em acalmar, porque, mais do que conseguir compreender á mim mesma e expressar minhas ideias, também quero ser ouvida e levada em conta.

E por isso passarei a postar aqui meus pensamentos enquanto vivo assim, no limite.
No limite dos sonhos...